Eu olho e tudo que consigo ver são pessoas num imenso altar
de perdão e riso frouxo.
Existe pecado em sentir fome em tempos de dieta?
Será que existem anjos e demônios, será que se pode provar a
fé com colher?
A vida e seus ciclos intermináveis, saúde, doença, açúcar ou
adoçante. Tudo é hábito/costume. Talvez isso nos torne comuns afinal, não nos
espantamos. Cinismo? Talvez.
Às vezes eu gostaria de ser frio, mas não posso. Eu sofro as
dores que não são as minhas
Eu sinto as ausências que nunca me foram presentes.
Hoje me despeço das magoas com meus olhos em conta gotas.
Não quero sintomas de dor que passou, pois estou para a vida por vicio de ser
quem sou.
Eu não procuro sentir os meus dias na boca como quem estala
um chiclete. Espero apenas que sejam bons.
Sinto a felicidade de um cansativo cotidiano e acreditem,
não há mesa mais farta do que desconhecidos em bancos de praça.
O fato, é que somos
num todo iguais. Envelhecemos, mudamos o pronome, de nome- sem grandes
desculpas. Bebemos mais um copo vazio fartos de desertos.
-A vida deveria ser mais do que uma barricada.
Não se enganem, pois temos tanto de herói como de ódio.
Trazemos um punhado de nada e outra mão cheia de coisa nenhuma.
Pensando bem... Vivemos a distribuir sorrisos como
lubrificante social.
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Um forte abraço a todos.
Petrópolis- 11/08/2014
Vinicius C.

Bravo, belíssimo!!!
ResponderExcluirBeijo!