Somos as asas de uma gaivota que se guarda no vento.
_ A gota de um ribeiro, somos o espalhar do momento - cada sílaba entre partida e chegada.
Aprendemos a dar as mãos, aprendemos frases, toques. Aprendemos sobre o amor e a fuga.
Somos o devaneio, o (entorno). Somos pensamentos e coisas soltas.
Deus nos ensina que somos o ponto sobre outro ponto, pois só assim teremos a chance do (quanto).
_Também aprendemos que não estamos livres de acusações não existe vida sem desencanto. Somos como as folhas no chão. Descalçados.
Ficamos desajeitados quando experimentamos o toque do pano, pois nessa hora estamos por nossa conta, à deriva no cotidiano, no livre arbítrio dos dias.
Descortinar-se não é tarefa fácil, pois somos o que expressamos o que acreditamos - que rezamos e não esperamos.
O mundo se perde e muitos se encontram num cenário vazio, frio, abandonados dos fatos. Inato. E então eu lembro que somos chão, grão, somos, todos, coisa miúda, pois infelizmente gente graúda só mesmo por encenação.
Perguntem-se na soma de todos os seus afetos quem é capaz de amar as feridas?
Quem é capaz de amar a carência e os estragos do tempo, os danos dos tropeços?
... Vivemos num nó cego. Ousado é aquele que quer ver, quer mostrar e quer ser!
A beleza não esta no palco, não esta ao alcance das mãos. A beleza esta onde é permitido que as cortinas caiam esta na resposta dos afetos que ao nos ver no chão ainda assim permaneçam.
-Ser inteiro é guardar em si a grandeza de por vezes, calar. Quem sabe seremos um dia o verbo presente no tempo da esperança.
Somamos entre tantas bordas, somos o fio que ata e desata.
A soma de quem somos esta nas escolhas que fizemos, esta no repouso dos pensamentos calmos/nos dando um minuto para que ele o tempo se revigore.
Não devemos esquecer que fazemos parte dos cantos de alguém, e que não existe inocência, pois há em todos os olhares algo de culpado.
A soma de todos os afetos é nos doar sem com isso esquecer que somos nós a primeira pessoa que devemos amar, entretanto, precisamos entender o sentido de (vigiar), pois cada vez mais o nosso amor por nós próprios cresce a expensas dos outros.
A soma de todos os afetos.
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Petrópolis – 16/12/2014

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