" Em um post anterior a este, falei a respeito da Mentira. Agora vamos falar o oposto, o assunto é, Confiança.
Este post não é meu, não vou falar sobre confiança e sim, alguém muito especial para mim!
Ao final do assunto, o post será assinado."
...
Ainda no primário aprendi que sou uma vencedora desde o momento da concepção, afinal de contas dentre milhões de espermatozoides fui eu quem alcancei o objetivo, eu fui mais rápida, mais forte, mais corajosa e mais valente, e cá estou.
Depois no ginásio aprendi que eu era 50% força e 50% acaso, afinal de contas sou a junção de óvulo e espermatozoide, vejamos o que isso causou em mim:
a crença de que sou comprovadamente a melhor dentre todos os meus oponentes.
E a certeza de que posso falhar afinal de contas sou 50% acaso.
Digamos que isso, me bastou para confiar plenamente em 50% de quem sou e estes somados a 1% que seja do acaso me transformaram em majoritária na minha auto confiança.
É importante para os que vão ler o que digo, que saibam que eu só sei me expressar através de exemplos.
Conhecedores agora de onde tirei confiança em mim vou dizer o que penso sobre :
CONFIAR NO OUTRO.
Confiar no outro é depositar nele a crença de que ele carrega em si valores semelhantes aos seus, e que, em trocando de lugar o outro “jamais” agiria de forma diferente da sua.
Assim como conceito me parece bacana isso!
Gostei muito da forma como coloquei o que realmente penso sobre confiar no outro e porque isso acontece? Como é que alcançamos esse ponto? Quando é que alguém ganha a confiança do outro? E como é que aprendemos a confiar?
Muito bem vamos por partes,
Acredito piamente que só confiamos em alguém quando confiamos antes de tudo em nós mesmos.
Alcançamos este ponto não perdendo a capacidade de crer, de aprender, de tentar sempre e jamais desistir, não deixando morrer a criança que fomos um dia.
lembra-se quando ainda aprendia a andar e quantos tombos levou sem nunca desistir de tentar andar firme e sobre suas pernas sem ajuda? Pois sim...assim seguimos vida a fora, tentando nos bastar em tudo. Mas qual de nós não recebeu ajuda para os primeiros passos?...digamos que de um avô paciente e terno ou de uma mãe zelosa ou ainda de uma baba sem a menor paciência. Há de existir quem por força das circunstancias teve que levantar-se do chão onde ficava ou era colocado sentado e encontrou algum apoio seja físico ou humano para levantar-se e esboçar os primeiros passos para cair e tentar novamente até que por fim pudesse andar sobre suas pernas.
“Ganha-se a confiança de alguém quando por força de caráter preserva-se valores afins.”
Quando ajudamos uma criança a dar os primeiros passos e não largamos sua mão mesmo quando sentimos que ela já pode caminhar sozinha, e dizemos com verdade, “solte você já conseguiu já pode andar só”,e no momento em que soltar e perceber que é fato é verdade, que você provou que o que dizia era fato, é nesse momento que você adquiriu a confiança de alguém.
Aprendemos a confiar quando já temos tanta informação a respeito do outro que sentimos o conceito de afinidade, ou seja carregamos a certeza que o outro não agiria de forma diferente da nossa em nenhuma situação.
Agora digamos que:
Quando ainda nos primeiros passos a pessoa que deveria lhe ajudar trai a sua confiança? Uma vez que usei o exemplo para dizer como adquirimos confiança.
Se ao invés de apoiar esta pessoa mesmo percebendo sua falta de firmeza soltar sua mão?
E se ao cair um ferimento grave lhe impedir de a seu tempo aprender a andar sozinho?
Será que nunca mais vai confiar e andar novamente?
Acreditem não é assim que acontece, certamente mesmo um bebe não vai mais tentar a ajuda desta mesma pessoa, mas vai sim tentar a ajuda de outra.
Concluo com isto que se mantivermos viva a criança nunca deixaremos de confiar em alguém, e com a maturidade chegam as verdades sobre falhar ser um ato de pura humanidade.
Quem nunca ouviu a frase “ boto minha mão no fogo por ele(a)” ou “você pode se queimar”...
na primeira um ato de fé e confiança no outro
na segunda a certeza de que o ser humano falha.
E como fica isso então?
Afinal de contas deve-se ou não confiar no outro?
Confiar sempre até que seja traído, e tentar sempre que possível resgatar a confiança perdida...a isso eu chamo fé …. fé no melhor de cada um, fé na verdade que é ser humano e passível de erro.
Explico:
Tenho auto confiança, confio no outro, eu me dou o direito de falhar porque não daria esse mesmo direito ao outro?
Se por um erro de avaliação eu confiar em alguém que não tenha afinidades de caráter, esta pessoa não vai nunca tentar manter minha confiança e quebra-la será ato continuo, então vejamos, se eu avaliei mal e confiei em quem não deveria posto que o conceito é o de afinidade de valores, não seria quebra de confiança e sim convivência com desiguais.
Porem se ao contrario disto eu confio porque por afinidade de valores esta pessoa conquistou minha confiança e por qualquer razão houver uma falha, uma ruptura neste elo de confiança vai ocorrer.
Alguns diriam: “ uma vez perdida a confiança jamais será resgatada. “
Eu particularmente discordo, porque a certeza de que o ser humano é falho e a certeza de que eu posso falhar também me faz repensar a fé no outro.
Continua...

Comentários
Postar um comentário