Experimentar a vida em totalidade: como continuar depois do inesperado?
Não acredito em hora errada/não existe o “enquanto isso”. Tudo se modifica e continuamos ali carregando uma trajetória.
Fortes são os que conseguem encontrar uma saída, pois sabemos que estamos limitados ao hoje. O ontem já passou e assumimos o mistério do amanhã.
Inteligente é não cronometrar os minutos é ter várias interpretações de um mesmo contexto.
Destino é a mala pronta que não vemos, pois não existe doar-se pela metade. Quando aprendemos a abrir exceções apimentamos as relações humanas e o que parecia fim torna-se um recomeço – um desabrochar para o mundo além do próprio umbigo.
_ Viver é uma busca constante pelo autoconhecimento/ precisamos de um tipo de tripé imaginário (comer, rezar, amar) precisamos disso para viver.
Só vive com verdade quem se permite viver do lado avesso de si mesmo, daquilo que conhece, que te ensinaram. Viver é não temer o desconhecido é finalmente entender que dentro de cada um existe um ser que se procura e se liberta.
Destino é o que chamamos de (hora certa) e aprendizado, é ter a sensibilidade de aceitar as perdas, os ganhos e confirmar a fé em si mesmo.
Destino é dar as mãos ao efêmero, é abraçar forte a ferrugem de um coração antigo. É deitar-se na mesma cama da matéria num pássaro instante incapaz de voar.
Destino é a travessia de um tempo, e somos nós o caminho empedrado ou o vagar das águas. Somos além do que podemos ver ou sentir.
Somos a placenta que nos leva de volta de onde partem as palavras que em eclipse se testemunham.
-Somos tão frágeis- um traço da palavra que de tão efêmero repete-se.
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Petrópolis – 09/12/2014

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