Eu vou deixar que o tempo passe e que a perda seja transformada em recompensa.
Seja o tempo que for a certeza é que não se pode escapar das agruras, pois é vivendo que aprendemos a aceitar a beleza da vida dos dois lados.
Eu aprendi nesses 25 anos terrenos que tudo, absolutamente tudo tem outros lados...
Somos a soma das histórias que contam por ai “somos uma espécie que nunca finda”.
Eu espero um sorriso mais largo e que eu possa olhar muitas vezes pra lua, pois sempre, sempre será um lugar chamado por nós (a lua que eu te dei).
Com o tempo você deixa de se importar com os porquês, pois maturar significa um aperto de mãos com o efêmero.
O tempo ensina que dar a volta por cima não é dar rasteira nas coisas idas porque dizem por ai “que elas serão as mais queridas”.
O branco do tempo já me faz visita e com ele eu brindo a espera e deixo pra lá tudo que possa me afastar do amor.
_Eu venho de tantos recomeços numa mesma existência, mas isso não faz de mim especial já que recomeçamos todos os dias.
Que a realidade dos fatos do dia- a- dia não nos tire o direito de alimentar alguma ilusão porque no fim: tudo passa.
Eu fico com a beleza escondida cá dentro e deixo a minha alegria em cordel, pois sei o que é passar pela vida de alguém e suspirar.
O sentido do velho nos da uma nova sintonia, mais fina. É como se não houvesse mais caminhos, este é o lugar, pois qualquer tarde é eternidade.
Sabe... Você aprende. Com o tempo você aprende a fazer carinho nas próprias cicatrizes, aprende a acordar a salvo no travesseiro.
Você aprende o voo, mas principalmente, você aprende a fincar os pés no chão.
Você aprende que o melhor amor é o amor amigo, pois entende o real significado do verbo gostar.
Aprende que o amor alimenta esse gostar que mora dentro de um abraço, aprende que perdão não se acanha.
A delicia que o tempo nos proporciona é a técnica de simplificar e aceitar com mais pureza num carinho mais amplo.
Sem as condições impostas pelos porquês é que nos bastamos, pois somente estando bem consigo para entrar no tempo de menos fartura e mais valor.
Nem sempre estamos confortáveis com quem somos, como se a coluna não coubesse. Eu entendi que o “diferente” consegue ser mais largo e mesmo que pareça o contrário o “diferente” é livre, quase santo na simplicidade de soltar os nós e chorar, e sorrir, e ser.
Sejamos então apenas humanos, sem véspera e sem porquês.
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Petrópolis – 11/02/2015

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