Noites com sol...
A diversão encosta e a manhã de sábado acontece despretensiosa, desligando o nó na garganta e essa minha alegria disfarçada.
Eu aconteço nas águas que veraneia meu peito e então, estou cheio novamente.
Cheio das gentes que me fazem bem/ sou eu ali na quina da piscina inflado de tanto sentir.
Sou plural do sol, sou pele arrepiada estou no centro de mim – assanhando aquilo que a alma quer tocar...
Observo os olhos e suas cores, observo enquanto (eles) sorriem: eu quase posso tocar seus desejos nessa fonte plural compartilhada.
Eu posso ver nos gestos de cada um as coisas invisivelmente construídas - isso explica tanta doçura em um mundo de tantas amarguras.
Estou olhando... Eu vejo a grosseria dos corpos entregues a fragilidade da alma (somos adultos estourando bolhas de domingo).
Eu aprendi a puxar o ar para os pulmões, aprendi o que é um sorriso que continua. Eu sou o olhar nos outros, sou a lembrança do amor e o amor em si.
Sentir-se em casa é merecimento, é ser querido, respeitado é ser real.
Estar em família é recreação - nos desprega da angustia.
... Somos por oito dias o ato inaugural, estamos vadios nos reencontrando em braçadas e nado de peito. Reencontrando-nos com Zezinho Marlene e Glaucia. Com Brunu e Sami, Edu e Bia, Marina Amaury e a pequena Laura. Somos mais uma vez reencontro com Rapha Jaqueline e Pati, Fernando e Amauri.
Estamos estupidamente felizes!
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São Paulo – 11/01/2015

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