Da janela eu olho a rua- dela encerra o infinito.
Fecho os olhos com a intenção de ouvir a cidade, gosto do silencio que ela faz.
O silêncio das crianças jogando bola na rua.
Adultos atrasados para o dentista, motoristas e seus celulares.
O apito do guarda- ténis, saltos- arrastar dos chinelos.
Confissões de um primeiro beijo, reclamações das tias e seus pés inchados.
Engravatados apertados- desconfortáveis e suas pastas.
São duas da tarde, e o sol desafinado compõe mais um dia nublado.
De olhos fechados, escolho a fruta que não caiu- que não nasceu.
Ouço a percussão do asfalto e parece que nunca pisei na areia.
Da janela- vejo frases escondidas em pequenos movimentos.
Vejo as sombras que já estavam lá.
Parece que estou sempre a procurar um sentido.
Como se a cada esquina encontrasse a mim mesmo.
A janela bate no vento.
E a cidade, engole o silencio.
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Um forte abraço a todos!
Vinicius.C
Petrópolis- 30/03/2011
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