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Também existe beleza na queda das folhas, existe um silêncio elegante dentro de mim.
Estou aprendendo a não esperar nada, renunciar a algo que amamos sem nos abster do sentimento (desapegar-se). Essa é a lição!
É bom nos reconhecer por companhia e sou grato por isso. Sou grato, pois estou lúcido de mim e me enxergar no agora faz com que eu sinta algum conforto.
Agarrei a minha mão, tratei-me com zelo, descobri que a força que eu preciso o tempo todo esteve dentro de mim.
Não voltei ao estágio inicial apenas, aprendi a me recolher de maneira calma e tranquila diante do outro, eu não preciso escancarar os meus vazios.
... Já é noite e eu preciso amanhecer novamente.
Os dias, o medo e a responsabilidade sóbria rouba-me a poesia.
Às vezes sinto meu peito espremer, mas logo a vida acontece apresentando novas vias.
_Tenho constantemente me esvaziado dos entulhos, confesso apenas a necessidade de ser cuidado e não há outra pessoa além de mim que possa fazê-lo!
Aos poucos vou olhando para o espelho com a calma grudada na garganta. Sinto-me mais firme, mais tranquilo, me equilibrando na fé.
Estou acolhendo a mim, abraçando quem sou- me perdoando e pegando a minha fragilidade no colo. Não me negligencio e nem me penalizo eu quero respirar sem ofegar o destino.
Eu sou grato à fé dos olhos cansados por não desistir de mim!
... Sozinho eu pude me acolher, perdoei as minhas faltas e aceitei o aprendizado hoje, posso dizer que não endureci.  A vida de dentro tem muito mais tempo que a vida dos pés no chão e essa não se demora.
A verdade é que tenho me acabado em silêncio, o meu verso é cru, nu e às vezes chega a doer.
Sinto falta do silêncio mutuo que às vezes fala e outras não quer dizer nada, sinto falta de quem não desvia o olhar.
Tem dias como hoje que a latência da vida é tamanha que preciso cessar os meus sentidos, é preciso dar liberdade às emoções e então, fico amiúde.
(Minha alma e meu coração são cúmplices)
Eu espero apenas calor e teto para o descanso que mereço.
_Eu preciso tanto de abrigo quanto de liberdade!
Eu sinto medo de não saber o que fazer, de não saber dar sentido, sinto medo de sucumbir e entristecer a minh´alma!
Eu sinto medo, mas, eu aprendi a me deixar cair por inteiro, pois só assim fortaleço-me.
Eu tenho a coragem e a bravura de enfrentar todos os meus medos de frente
“Ninguém me disse que seria fácil”. E não é. Com toda a certeza e vivência.
Eu já estive tantas vezes dentro do meu quarto com a esperança nas mãos...
Renascer é tudo que almejo.
_ Embora viver seja pesado, também é maravilhoso e quando meu corpo padece é para que eu me levante mais forte.
.
Petrópolis – 01/12/2014
"Depois de tantas tempestades e naufrágios, o que fica de mim em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro" Caio F.”
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