Coração pacifico liberdade compreendida – cumplicidade.
Seguimos descalços - desprendidos dessa caligrafia claustrofóbica.
Estamos dando fim para os dias de desamparo - calando os porquês dos olhos tagarelas à frente. Estamos mexendo nos nossos paradoxos (vivemos o instinto da paz.)
-Abrimos as cortinas das reticências arejando o nosso casa-lugar com brisa fresca.
Estamos confirmando que o infinito das coisas acontece num esbarrar de sorrisos. Estaremos, mesmo que “separados” sorrindo primavera por ai...
Estamos um – dia – de – cada – vez aprendendo a travar a guerra, a ganhar e a perder a luta nesse processo diário de cura.
Vivemos no vão entreaberto do percurso onde a vida se desenreda e finalmente você se toma pela mão e descobre o seu por dentro.
Não nos alcançamos apenas no tato, mas nos cinco sentidos – amanhecemos sentimento todos os dias, até quando chove. Aprendemos a nos reservar e ter (o apenas a mim.)
Aprendemos a identificar o que ou quem realmente vale à pena e nos surpreendemos com a capacidade do amor de nos fazer recomeçar sempre que nos pensamos fracos demais.
- Com o tempo encontramos o perdão para os nosso erros, aprendemos a auto-suficiência e a cultivar a festa e o silêncio de estarmos em paz em nossa companhia.
Liberdade é estar sereno ou até mesmo furacão. Liberdade é correr até a infância e ter a lógica sacudida é olhar de bem me quer – mal me quer e modos de chegar como semente. É desafiar o (eu), é nudez de pele, de mãos.
Esse me ser que agora é tão calmo também denuncia o grito calado que roça o meu peito quando a madrugada é longa demais para se dormir.
Viver é construir e desconstruir vias do lado de dentro, é uma infinitude de acordes onde somos ouvidos, folheados e até rasgados. Precisamos aprender sozinhos, pois na verdade somos poesia que não nasceu para ser lida e sim sentida.
Liberdade é ver a verdade triunfar onde a mentira fracassou.
- A liberdade é o espanador da tristeza –
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São Paulo – 11/01/2015

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