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Não existe nenhum adulto debaixo desse céu que não experimentou tristezas e felicidades.

Alguns vivem os dias como se eternos fossem outros, recebem a delicia de experimentar a vida com uma pitada de sal. Alguns precisam sentir a distância do mar.
Alguns aprendem a decretar o fim para os dias de desamparo, aprendemos a descansar a alma.
Com o tempo aprendemos a celebrar os menores indícios de cura.
Maturar significa ritmar a própria linguagem, pois alcançamos o núcleo de quem somos e já não precisamos mais pontuar os pensamentos.
Os dias nos acolhem dando forma e sentido, nos inflando, nos unindo, habitando nossas metáforas.
Quando deixamos de ser criança experimentamos a dor, pois criança, não dói.
Criança é feito de barro, de algodão doce, de pique- esconde, mas, criança cresce e o que nos sobra, uma rara espécie extinta no sépia da memória.
Quando adultos descobrimos os finitos e a fragilidade da poeira, desertamos e ficamos uma rodada sem brincar.
Viver é uma mudança constante... Envelhecemos, acontecemos num quase voo, meio abracadabra.
_Somos um tipo de pieguice grafada no fundo da gaveta de alguém. Somos a parte egoísta da vida. Precisamos extremar os nossos excessos.
Alguns escolhem o silêncio para não ferir (eu também faço isso) inteligente é deixar a nossa presença aos que nos convidam.
“A parte mole da vida é justamente aquela que não nos negamos ao outro, mas, se nos doarmos demais podemos acabar vazios.
Recomendo apenas tolerância com o tempo e com as coisas pois se hoje estamos inteiros foi por merecimento.
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Um forte abraço a todos!
Petrópolis – 23/11/2014
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