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Por um pouco de paz...

E era assim que eu costumava voltar do trabalho: eu gostava de ver as pessoas.
As coisas mudam, pessoas mudam. Eu estou mudando também e por isso, escrevo.
Não sei se é ruim, mas, eu mergulho nos sentimentos sou fluido demais.
Sinto-me no fundo de um abismo buscando o meu próprio sentido, que eu consiga me consolar que seja eu o poema que se ergue.
O silêncio me faz visita sem cuidado algum, minha alma esta quieta. Não cabe em mim mais peso, minha certeza é que não há resposta na última página, minha verdade esta em mim.
Eu sou apaixonado por pessoas inteiras, gosto dos que metem a cara, dos que arriscam desafiando a vida.
Eu sempre me preocupei mais em SER do que em TER.
E sim, às vezes eu faço visitas ao meu passado, pois lembrar é importante, nos da à chance de revisitar quem éramos, e quem somos- isso se chama essência.
Estou num momento em que pouca coisa parece fazer sentido, sou quase normal por fora, mas por dentro eu questiono, eu não quero uma alegria que caiba na minha carteira. Eu quero o que eu não vejo!
_Eu não nasci pra viver mais ou menos, eu preciso entrar com roupa em tudo no intimo de mim e se ainda acreditar – rezar.
A vida me pregou uma peça e eu nem esperava, estou descobrindo o meu tempo exercitando a confiança por tudo que sou e acredito, pois devemos ter suavidade diante dos nossos próprios defeitos.
Quem sabe um dia eu volte a rir de mim... Talvez eu renasça com mais fôlego, menos leve afinal fui atropelado sem licença.
Hoje, eu pego as minhas fraquezas num autocontrole tremulo e coloco os meus inimigos internos para dormir.
A minha certeza é que do mundo a gente só leva o coração e o meu é amor. E uma leve descrença no ser humano que é além da minha vontade.
No fim estou satisfeito, pois consegui me eternizar em palavras e com as mesmas palavras fotografei corações sem pose e nem maquiagem.
... Eu não me apaixonei por uma pessoa eu me apaixonei além!
Mas é que hoje eu preciso de paz, de solidariedade eu quero um pouco mais de respeito eu quero escrever sem doer. Eu sei... Viver é ser. E eu sou!
Quando você tem a certeza do pouco tempo e se vê completamente sozinho isso te faz oscilar entre fé e a falta dela. “Fica um alerta para os que de alguma maneira podem ajudar por isso amem e preocupem-se com o que realmente importa”
Eu preciso aprender a ser menos, pelo menos nesse momento. Preciso calar os meus pensamentos, entorpecer a minha alma e não tropeçar em mim.
Preciso mais do que nunca viver um dia de cada vez, respirar, esquecer...
A única certeza que vou levar comigo é do hoje. E do futuro eu quero a surpresa!
        Não sei se é defeito de nascença, mas, eu sinto antes de pensar.
Você, eu- vivemos de coragem reforçada, de decepções digeridas, mas, no fim, ganhamos o bônus que é nos olhar pra dentro.
Eu amo o meu oposto e isso independe de como ou quando.
Será que todos sabem a hora certa de NÃO dizer?
Hoje o meu verbo é perdoar: eu me perdoo!
“Eu sei quem sou e posso estar enganado, mas nunca fui egoísta. Sempre amei a todos com total aceitação de suas imperfeições e é quando amamos apesar de tudo- é que acontece a coragem no outro.”
Amar vai além de alguém que caiba nos seus sonhos e estar só não é o fim do mundo.
Eu apenas faço o melhor que posso, pois sou o que sou um imperfeito bem intencionado.
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Petrópolis – 09/12/2014
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