De retalhos, pode-se fazer uma colcha.
Da vida, um ser humano.
Como retalhos, passamos a vida remendando, remendados.
Pegando um pedacinho de cada um, cada momento, cada coisa, vamos tecendo melhor e mais bonito.
Das festas, casamentos, bodas, nascimentos- tecendo sorrisos.
Crescendo e amontoando o tempo- tecendo lembranças.
Frutificando histórias, conquistando vitórias- tecendo o futuro.
Levando tapas, caindo e nos colocando de pé- tecendo força de vontade.
Compartilhando, buscando para mais perto- tecendo o amor.
Dando-nos valor, permitindo-nos voltar- tecendo a família.
Chamando atenção, segurando a mão- tecendo amizade.
Doar, dividir, presentear- tecendo a caridade.
Não julgar, permitir, conciliar- tecendo a generosidade.
Chegar para lá, gritar, não querer saber- tecendo a intolerância.
Ser melhor, maior, ser só- tecendo a ignorância.
Trabalhar duro, descansar, e voltar com mais força- tecendo a prosperidade.
Sentar, ter calma, admirar- tecendo a velhice.
O ser humano, como uma colcha de retalhos precisa de união- a união dos pedaços!
Os enfeites, o colorido único- são feitos por mãos e traças!
Gasta-se a colcha envelhece o ser humano.
Perde-se a cor- a visão!
Mas a linha forte da vida nos ensina, que um bom tecelão, leva no rosto e nas mãos, a tecelagem da
alma.
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Um forte abraço a todos!
Vinicius.C
Petrópolis- 19/06/2010
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