Sou o devaneio florido no olho do furacão, sou verso solto e xícara de café.
Eu sou assim... O nevoeiro que os próprios passos provocam.
... Recomeçar é cansativo /inaugurar a vontade forçada, flores e caixa de música.
Sangro enquanto floresço sem pressa nem atraso. Eu já visitei o meu inferno e voltei-compreendi que não há êxito sem confronto.
Olho o meu reflexo com paciência e provo do segredo dos sábios/abordei o ilusório e fui livre.
Estou sangrando livre e efêmera. Nada me captura, me define ou me sujeita, pois sou instante estou sempre acontecendo.
Hoje descubro que o caminho que eu buscava sou EU, pois não me calo perante pontos finais/eu sou além de uma embriaguez inepta.
Cobro-me pouco, me dedico muito- procuro ser justa comigo, pois não abro mão dos meus vestidos de chita e nem de tirar os esmaltes com os dentes.
_Não abro mão nem de sorrir e nem de chorar (Me permito), mas também me contra digo/me reinvento e me amo!
Eu sou como o pão com manteiga/simples (meu momento é de alforria)
_Eu não aprendi a rastejar diante das ilusões – nenhuma dor me prende e embora firme/sou leve.
Levo no rosto marcas suaves, pois sei quem sou e me aceito.
... Vivo a meu tempo, tenho dias de flor no cabelo e de não provoque.
Eu acredito que estar perto é menos físico do que a gente pensa e que é possível amar pra sempre!
Foi enquanto sangrava que aprendi a sentir a minha paz. Libertei sentimentos inúteis, joguei fora velhos discursos e finalmente estou construindo a minha casa na árvore.
Eu gosto de ser livre só por querer – viver o tempo inteiro, sem pisar em quintal alheio.
... Sou portadora do futuro e estou à flor da pele/dou a Cezar o que é de Cezar e vez ou outra escolho desfrutar um pouco de mim, sozinha e isso não é solidão. Isso é elevação.
Contudo aprendi que perder é fácil. A razão, sobretudo. A vida é mais do que perder.
O lado bom da vida é quando a gente consegue ver a beleza que não é obvia demais.
Sangrando.
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(VIDA... Eu acho que decifro bem o seu silêncio, eu entendo o que você não diz!.).
E.T.A.H.E,P.S
Petrópolis – 19/12/2014

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