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(Um pouco mais de paciência)

Eu aconteço um pouco chuva num cenário solitário.
_Sou liberta do passado e dos padrões, pois não conheci outro modo de estar viva.
Eu tombei, caminhei mancando, fui peregrina de mim/cativando a paciência que não tenho.
Eu precisei enxertar a delicadeza das minhas pétalas.
...Um sorriso e um gole de café - minha cama é vaga de mim.
Alguns podem ate me acusar de egoísta (desculpa) eu não tenho olhos de catar lágrimas. Eu não as quero, pois sou criatura que não se prende.
Eu não sou diferente de ninguém só não descobri do que sinto falta, mas, eu sinto!
Sentir é tudo ou, talvez, viver seja tudo eu só não procuro razões para que os meus dias sejam perfeitos. Espero apenas que sejam bons.
Eu não peço paciência eu a mantenho sob custódia, pois enjoo entre miragens e vertigens.
(Cada lugar tem seu céu e o meu é escapista eu me carrego o tempo todo)
Eu gosto da água, de mar a lagoa porque a água é sempre a mesma/ mesmo que revolta ainda consegue ser serena.
Aprendi ainda menina a mudar de pronome cortei o cabelo, mudei a cor, sai por ai... Mas, sempre que eu voltar para o meu lugar, ainda serei eu.
Nesse meu humano repertório também fui acusada de ser gentil. Eu gostei (me senti açúcar)
Às avessas. Esta sou eu resiliente/resistente, pois não tenho como parar a viagem que aqui vim fazer e então, a paciência me faz companhia nos dias em que me deixo estar fora do eixo.
...Eu finalmente aconteço nos estilhaços de um espelho que me vejo e nessa hora consigo centrar-me. Nesses dias minha respiração é como o vento que passa e não deixa resíduos.
Eu nunca quis ser o fundo de nada, pois estou só e de braços abertos para os que sabem ficar.
Ao longo dos anos o agora tem sido o meu presente e a ele me ofereço a cada instante, pois sempre que escolho ser agora em vez de antes me guio apenas pela visão daquele momento.
 Com todas as minhas limitações e os meus dons. A minha crença, as minhas escolhas e os meus medos, todas as partes do meu todo (um pouco mais de paciência)
.
“Não me sinto invadindo os seu sótão entrei com a chave na mão mas a porta já estava aberta. Dedico-te com profunda gratidão por cada dia, pelos gestos, cada passo, cada abraço, cada encontro... T.a.h.e.s”
Petrópolis – 23/11/2014
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