Olhos efêmeros que se desfazem no círio das nuvens - olhos de Frida.
Lá fora é preciso rimar com o sol é ser à flor da pele.
Sou o cílio da alegria e o desarrumar do peito.
Sou o sonho do acaso e o pesadelo do destino
...O balanço no quintal do vizinho a tela de um sorriso imaginado.
Sou/somos os olhos que buscam o presente já desembrulhado onde sol e chuva se misturam.
_Feliz aquele que sorri sem vaidade, mas sim por tudo que foi compartilhado.
Feliz da lágrima que sabe que erra, pois não esta errado errar.
Quem dera pudéssemos nos esconder embaixo do avental da avó, mas, esse futuro entregue a Deus requer a força de uma juventude que eu já não tenho.
A pergunta sempre vem depois do piscar dos olhos, essa insistência por dias com mais cor e menos ventania, essa vontade serena que garante o sonho independente do sono.
Não vigio mais minha retina, pois só uma coisa é certa: o presente.
Não é preciso dizer tudo há olhos que falam mais.
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Petrópolis – 11/02/2015
“A inspiração de um texto, uma ideia gerando o prazer imaginado do poeta que a desnuda”. Os olhos de Frida Kahlo, sua tragédia, suas paixões e dores, sua arte “surrealista” surrealista? Pintar a realidade é o mesmo que escrever um diário. Assim como Frida nunca contei sonhos sempre escrevi a realidade e... Viva La vida.

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