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Mostrando postagens de fevereiro, 2015

O mapa da (Alma)

Às vezes precisamos usar a nossa sensibilidade ao que é simples. Eu sou um homem construído, formado e brutalmente pisado pelas circunstancias, entretanto eu posso ver a beleza que é estar pisando no hoje estou sendo transformado, estou crescendo naquilo que sou. Que o medo que eu sinto seja menor que a minha vontade de continuar e que a utilidade das coisas seja menor que suas possibilidades. Que eu nunca me limite aos prazeres do efêmero. Que eu encontre a sabedoria para não negligenciar o momento de falar assim como o de calar. Que eu saiba apreciar o silêncio do meu quarto e agradecer o nascer de mais um dia e que eu saiba a hora de me retirar e descansar a alma, pois tenho a mim e sou grato por isso, pois sei o quão frágil é meu coração. Que eu possa fazer as pazes com Deus e comigo mesmo, pois nada é como um dia depois do outro.  Eu quero a paz de repousar na minha própria pele, sentado ao lado da minha própria companhia. Que eu tenha a força ...

Firmamento

Eu aprendi o voo, conclui as formas, eu semeei meu chão construi e derrubei muros. Eu fui sala de estar e de ser, eu senti a falta do abraço, mas ainda assim fui à invenção do olhar. A quem devo minha experiência se até aqui fui e sou vivência? Sou o fundamento da minha própria medula a linguagem do invisível. A criptografia do encanto. Ao contrario da maioria eu não nasci em cativeiro, eu sou a contra senha da saudade sou em mim. Dentro de mim, na desordem de mim, reconheço-me e abro novas portas, pois só aqui dentro faço-me possível continuar... Eu mudei a conjugação dos verbos. Do tempo. Esvaziei-me para continuar amando na outra margem. _Não olho as velhas pegadas, pois sou adepta dos novos caminhos (sempre que estou em movimento estou em casa). Ir e fazer é a minha cadeira de balanço, pois a vida esta a frente no impulso dos meus pés. ... Sandálias e chaves no passo seguinte/ sou definitivamente inteira. Sou em tamanho real, original e é esse me ser que m...

Esqueça os (porquês)

Eu vou dei x ar que o tempo passe e que a perda seja transformada em recompensa. Seja o tempo que for a certeza é que não se pode escapar das agruras, pois é vivendo que aprendemos a aceitar a beleza da vida dos dois lados. Eu aprendi nesses 25 anos terrenos que tudo, absolutamente tudo tem outros lados... Somos a soma das histórias que contam por ai “somos uma espécie que nunca finda”. Eu espero um sorriso mais largo e que eu possa olhar muitas vezes pra lua, pois sempre, sempre será um lugar chamado por nós (a lua que eu te dei). Com o tempo você deixa de se importar com os porquês, pois maturar significa um aperto de mãos com o efêmero. O tempo ensina que dar a volta por cima não é dar rasteira nas coisas idas porque dizem por ai “que elas serão as mais queridas”. O branco do tempo já me faz visita e com ele eu brindo a espera e deixo pra lá tudo que possa me afastar do amor. _Eu venho de tantos recomeços numa mesma existência, mas isso não faz de mim especial j...

"Viva La Vida"

Olhos efêmeros que se desfazem no círio das nuvens - olhos de Frida. Lá fora é preciso rimar com o sol é ser à flor da pele. Sou o cílio da alegria e o desarrumar do peito. Sou o sonho do acaso e o pesadelo do destino ...O balanço no quintal do vizinho a tela de um sorriso imaginado. Sou/somos os olhos que buscam o presente já desembrulhado onde sol e chuva se misturam. _Feliz aquele que sorri sem vaidade, mas sim por tudo que foi compartilhado. Feliz da lágrima que sabe que erra, pois não esta errado errar. Quem dera pudéssemos nos esconder embaixo do avental da avó, mas, esse futuro entregue a Deus requer a força de uma juventude que eu já não tenho.        A pergunta sempre vem depois do piscar dos olhos, essa insistência por dias com mais cor e menos ventania, essa vontade serena que garante o sonho independente do sono. Não vigio mais minha retina, pois só uma coisa é certa: o presente. Não é preciso dizer tudo há olhos que ...

Férias – Mairinque. SP. 2015

Noites com sol... A diversão encosta e a manhã de sábado acontece despretensiosa, desligando o nó na garganta e essa minha alegria disfarçada. Eu aconteço nas águas que veraneia meu peito e então, estou cheio novamente. Cheio das gentes que me fazem bem/ sou eu ali na quina da piscina inflado de tanto sentir. Sou plural do sol, sou pele arrepiada estou no centro de mim – assanhando aquilo que a alma quer tocar... Observo os olhos e suas cores, observo enquanto (eles) sorriem: eu quase posso tocar seus desejos nessa fonte plural compartilhada. Eu posso ver nos gestos de cada um as coisas invisivelmente construídas - isso explica tanta doçura em um mundo de tantas amarguras. Estou olhando... Eu vejo a grosseria dos corpos entregues a fragilidade da alma (somos adultos estourando bolhas de domingo). Eu aprendi a puxar o ar para os pulmões, aprendi o que é um sorriso que continua. Eu sou o olhar nos outros, sou a lembrança do amor e o amor em si. Sentir-se em casa é mere...

Liberdade

Coração pacifico liberdade compreendida – cumplicidade. Seguimos descalços - desprendidos dessa caligrafia claustrofóbica. Estamos dando fim para os dias de desamparo - calando os porquês dos olhos tagarelas à frente. Estamos mexendo nos nossos paradoxos (vivemos o instinto da paz.) -Abrimos as cortinas das reticências arejando o nosso casa-lugar com brisa fresca.  Estamos confirmando que o infinito das coisas acontece num esbarrar de sorrisos. Estaremos, mesmo que “separados” sorrindo primavera por ai... Estamos um – dia – de – cada – vez aprendendo a travar a guerra, a ganhar e a perder a luta nesse processo diário de cura. Vivemos no vão entreaberto do percurso onde a vida se desenreda e finalmente você se toma pela mão e descobre o seu por dentro.  Não nos alcançamos apenas no tato, mas nos cinco sentidos – amanhecemos sentimento todos os dias, até quando chove. Aprendemos a nos reservar e ter (o apenas a mim.) Aprendemos a identificar o que ou quem realme...

Quando um homem ama...

Não há preocupação só a vontade de seguir enfrente. - O homem atravessa a idade da solidão num abraço amante – onde nada se espera nem desespera. O homem aprende a dor da renuncia e finalmente ama com verdade – celebrando os menores indícios de gratidão por amar e ser amado. - O homem finalmente reconhece a desordem e segue tateando a vida com tudo o que tem/ num processo continuo... Amar a si mesmo é ter a coragem de matar tudo aquilo que nos trava. - O homem entende que não existe medo que não possa ser revisitado – nos descobrimos essenciais e então acontecemos nos quatro cantos do espelho. Quando um homem ama existe conforto em sua própria companhia e então, o homem existe em todos os níveis e finalmente volto pra casa eu - dentro. Quando um homem ama não existe dor que no fim, não vire poesia. ... Às vezes é preciso desequilibrar se para sentir as próprias pernas, pois só assim é possível viver em liberdade. E ao liberar-se o homem também libera o outro tão neglig...

Sangrando

Sou o devaneio florido no olho do furacão, sou verso solto e xícara de café. Eu sou assim... O nevoeiro que os próprios passos provocam. ... Recomeçar é cansativo /inaugurar a vontade forçada, flores e caixa de música. Sangro enquanto floresço sem pressa nem atraso. Eu já visitei o meu inferno e voltei-compreendi que não há êxito sem confronto. Olho o meu reflexo com paciência e provo do segredo dos sábios/abordei o ilusório e fui livre. Estou sangrando livre e efêmera. Nada me captura, me define ou me sujeita, pois sou instante estou sempre acontecendo. Hoje descubro que o caminho que eu buscava sou EU, pois não me calo perante pontos finais/eu sou além de uma embriaguez inepta. Cobro-me pouco, me dedico muito- procuro ser justa comigo, pois não abro mão dos meus vestidos de chita e nem de tirar os esmaltes com os dentes. _Não abro mão nem de sorrir e nem de chorar (Me permito), mas também me contra digo/me reinvento e me amo! Eu sou como o pão com manteiga/simples ...

Da estrada ao por do sol.

Há de chegar o tempo de caminhar descalço e entrar no sótão da alma. O tempo que se aprende a enxergar, a caminhar... A assoviar. A felicidade esteve dormindo ao seu lado o tempo todo... Mas como sorrir diante da dor que se instala? Coragem! _É hora de acordar as lembranças adormecidas apesar do pó do tempo. É possível/tente! As cores estão vivas, o som do sorriso. Somos um chão de memórias-cantigas e histórias. Não existe fim... Existe um novo caminho, uma estrada que a saudade nos leva, pois Deus entende que precisamos ser enfeitados de amor. Não devemos achar que estamos sem casa, que somos cores sem dono. Você tem um coração na boca e um olhar de flor. Nós precisamos da sua mistura de cor! Da estrada ao por do sol é teu o direito de ser leve. “Você esta vestida de vento e sua alma assovia descalça” é hora de marcar um encontro com seu livro favorito e comemorar o cheiro da chuva. Entenda... Todos nós somos barro e nos moldamos de acordo com os dias e às vezes, é ne...

A soma de todos os afetos

Somos as asas de uma gaivota que se guarda no vento. _ A gota de um ribeiro, somos o espalhar do momento - cada sílaba entre partida e chegada. Aprendemos a dar as mãos, aprendemos frases, toques. Aprendemos sobre o amor e a fuga. Somos o devaneio, o (entorno). Somos pensamentos e coisas soltas. Deus nos ensina que somos o ponto sobre outro ponto, pois só assim teremos a chance do (quanto). _Também aprendemos que não estamos livres de acusações não existe vida sem desencanto. Somos como as folhas no chão. Descalçados. Ficamos desajeitados quando experimentamos o toque do pano, pois nessa hora estamos por nossa conta, à deriva no cotidiano, no livre arbítrio dos dias. Descortinar-se não é tarefa fácil, pois somos o que expressamos o que acreditamos - que rezamos e não esperamos. O mundo se perde e muitos se encontram num cenário vazio, frio, abandonados dos fatos. Inato. E então eu lembro que somos chão, grão, somos, todos, coisa miúda, pois infelizmente gente graúda só...

Lado a Lado

Mais do que palavras... O efêmero corpo terreno, lento, envolto no pano que veste. _ Somos ambos a noite percorrendo tantas outras noites, somos a intenção que não se explica a intensidade quebrando a monotonia da voz que insiste mesmo quando lhe faltam as palavras. Somos o ato perdendo-se em estilhaços, somos o fato da alma incansável. Reconhecemos as ruas, despimos a luminosidade dos dias e escapamos da profundidade das sombras. Somos a soma de muitos passados, essa coletividade que nos habita e o que nos resta, é essa realidade intensamente mágica marcada por cicatrizes profundas que emerge maior do que a soma de tudo que já vivemos. Que possamos encontrar o discernimento no sentido único e puro do ser. Estar do lado é ser como a planície que namora o rio sem lhe tocar, estar com verdade é ser porto em forma e sentido/força e cumplicidade. Ambos detemos a generosidade desmedida e uma “agrura” quase cruel.  Estamos aprendendo. ... Não é possível amar sem ante...

O espelho da alma

Sentimentos quebrados, visão embaçada. Todos nós já experimentamos o ângulo ruim de coisas e pessoas. Todos nós já fomos narcísicos. Também já fomos cúmplices nos comprometendo com a simplicidade, mas nunca com o inusitado. Você, eu. Somos líricos e perversos. Somos o desejo incontido de ir-se. Eu sempre me saciei com um simples olhar para a estrada e sentia a vida pela brecha da janela. Eu me encantava com a LUA enquanto me servia de olhar as estrelas. _ Eu agreguei pessoas, mas, onde elas estão? “Existe uma pessoa que é assim impossível de atraiçoar, pois de algum modo não me deixa cair, pois sabe do meu riso como sabe das minhas lágrimas e intuitivamente sabe o por que”... O maior tributo é conseguir todos os dias me lembrar de que nunca estou só. Estou nas memórias e sorrisos cúmplices (verdadeiramente) cúmplices. Eu voltei a acreditar em monstros, mas também acredito em mim! -Apesar de tudo gosto de me lembrar do desejo puro- Eu descubro a cada dia um pouco ma...

Destino

Experimentar a vida em totalidade: como continuar depois do inesperado? Não acredito em hora errada/não existe o “enquanto isso”. Tudo se modifica e continuamos ali carregando uma trajetória. Fortes são os que conseguem encontrar uma saída, pois sabemos que estamos limitados ao hoje. O ontem já passou e assumimos o mistério do amanhã. Inteligente é não cronometrar os minutos é ter várias interpretações de um mesmo contexto. Destino é a mala pronta que não vemos, pois não existe doar-se pela metade. Quando aprendemos a abrir exceções apimentamos as relações humanas e o que parecia fim torna-se um recomeço – um desabrochar para o mundo além do próprio umbigo. _ Viver é uma busca constante pelo autoconhecimento/ precisamos de um tipo de tripé imaginário (comer, rezar, amar) precisamos disso para viver. Só vive com verdade quem se permite viver do lado avesso de si mesmo, daquilo que conhece, que te ensinaram. Viver é não temer o desconhecido é finalmente entender que dentro d...

Por um pouco de paz...

E era assim que eu costumava voltar do trabalho: eu gostava de ver as pessoas. As coisas mudam, pessoas mudam. Eu estou mudando também e por isso, escrevo. Não sei se é ruim, mas, eu mergulho nos sentimentos sou fluido demais. Sinto-me no fundo de um abismo buscando o meu próprio sentido, que eu consiga me consolar que seja eu o poema que se ergue. O silêncio me faz visita sem cuidado algum, minha alma esta quieta. Não cabe em mim mais peso, minha certeza é que não há resposta na última página, minha verdade esta em mim. Eu sou apaixonado por pessoas inteiras, gosto dos que metem a cara, dos que arriscam desafiando a vida. Eu sempre me preocupei mais em SER do que em TER. E sim, às vezes eu faço visitas ao meu passado, pois lembrar é importante, nos da à chance de revisitar quem éramos, e quem somos- isso se chama essência. Estou num momento em que pouca coisa parece fazer sentido, sou quase normal por fora, mas por dentro eu questiono, eu não quero uma alegria que cai...